sábado, 19 de abril de 2014

Segundo Capítulo

desculpa a demora mas vamos ao que interessa, o segundo capítulo de O anjo infernal

Edgar acordou ainda meio zonzo, em um lugar inteiramente branco com apenas uma barraquinha de madeira e lona laranja.
-O que aconteceu? onde estou?- ele se perguntava assustado enquanto caminhava em direção a estranha barraquinha laranja, que parecia mais velha que qualquer coisa no mundo.
Quando entrou, ficou realmente abismado com o que via, pois  não estava mais dentro de uma barraquinha laranja, e sim em um grande salão com com uma decoração que misturava cadeiras e poltronas de funeral com um papel de parede de tribunais.
Um homem muito velho de cabelos branco, um pouco mais baixo que Edgar que media 1,60, vertido de terno branco e sapatos pretos, olhos castanho, apareceu de repente ao lado de Edgar:
-Bem- vindo Edgar. você chegou a zona de espera dos mortos com sucesso!
-Você tá me "zuando" né cara? que tipo de pegadinha é essa? cadê as câmeras?- disse Edgar com raiva.
-Acalme-se senhor, eu sei que é difícil de compreender. Deixe-me explicar do começo. o senhor esta em uma das varias zonas de espera dos mortos. O senhor foi morto por algum animal não identificado.
-Como é que é??
-E pelos seus atos quando vivo, sua sentença será ir para o inferno pela eternidade.
Depois de terminar a frase, o homem desapareceu como fumaça, deixando Edgar totalmente sozinho.
Mas de repente, em baixo dos pés de Edgar, abriu um alçapão, e sem ter tempo de pensar no que fazer, começou a cair, entrando em uma escuridão total.
Mas não demorou muito para que ele visse o fim, logo o escuro buraco começou a se iluminar com uma estranha luz avermelhada e aumentar. Quando Edgar percebeu já não estava mais em um buraco, estava em um lugar muito mais assustador, um tipo de caverna subterrânea onde centenas de pessoas gritavam de tanta dor, havia fogo em toda a parte, as pessoas que la estavam faziam trabalho forçados enquanto apanhavam de criaturas enorme totalmente deformadas.
Mas no meio de um lago de lava, Edgar percebeu que havia uma pessoa sentada em um trono, mas não conseguia enxerga-la direito com tanta fumaça que havia em sua volta.
Então ela se levantou e começou a caminhar na direção de Edgar.
-Quem será? não pode ser...
-sim, sim, sou eu o Capeta! muito prazer.- disse o capeta com ar sarcástico.
Edgar ficou mais intrigado do que impressionado ou assustado. ele não era como todos diziam, assustador, com chifres, pele vermelha, mas um  homem comum como qualquer outro psicopata com uma cicatriz no olho e uma cartola.
-Realmente, não é um prazer conhece-lo, mas bem, ainda não consigo entender como morri, e porque o inferno? já que sou tão maneiro, todos me amam...
O homem deu risada e acenou para que Edgar o seguisse. Enquanto andavam, ele começou a falar:
-Vamos lá, primeiro de tudo, me chame de Lúcio, pois Capeta ou Lúcifer não é um dos melhores nomes e eu já não estou mais no céu, e tudo que eu tenho para te falar não é do meu agrado, mas ele la de cima é mais poderoso que eu - Lúcio falava de Deus com nojo no olhar.
-Lúcio? que nome estranho..não tem um melhor não? Sei la, um mais "daora".
-Está bem... Me chame de Daniel então.
-Muito melhor.
-Enfim... Não concordo com tudo que vou lhe dizer, mas são as regras, e até eu tenho que seguir algumas delas.
Enquanto andavam, Edgar percebia que as pessoas que estavam ali imploravam por ajuda, e aquele homem passava por ela como se não houvesse ninguém ali.
-Você sabe que "Ele" vê todos os vivos e todos os mortos, mas não vê os demônios por aqui, inclusive eu. Sabe como é, privacidade é primordial para mim, então criei uma poção para que ninguém me veja, só por precaução, mas ela está em fase de teste no mercado negro porque não dura o quanto devia... E como ele não vigiar tanto as almas por aqui...
-Espera! O que eu tenho a ver com tudo isso?
-Alguém pegou esse poção e a usou, e desconfio que tenha sido um dos demônios incontroláveis das planices, porque nem Deus previa sua morte tão cedo.
-Então eu vou poder voltar a vida?- Edgar pensou por um momento, mesmo achando que tudo aquilo poderia ser uma brincadeira dos colegas de sua classe.
-Claro que não! Uma vez morto sempre morto- disse Daniel.
-Você está lendo minha mente?
-É claro... Fica mais fácil de falar com você se não precisar ouvir sua voz.
-Voltando ao assunto, de que me adianta saber a causa da minha morte?
 E quem disse que você sabe? Enfim... Por causa do ocorrido, o conselho dos mortos junto com o purgatório decidiu lhe dar uma chance de pelo menos ir para o céu e se redimir pela péssima pessoa que você foi. Se você fizer sua missão, que será encontrar quatro almas que não encontraram o caminha para o além, ou para cá, descobri o por que elas não encontraram e enviá-las em um mês, poderá ir para o céu.
-UM MÊS? COMO EU VOU ENCONTRAR TODOS EM TÃO POUCO TEMPO?
-sei la, mas tenho uma fichas com algumas informações que podem te ajudar...
-Mas como foi levá-las para o além? o que é o além?
-Nossa como você gosta de fazer perguntas...
Daniel foi até uma gaveta do lado de seu trono e de lá pegou algumas folhas um pouco queimada e entregou a Edgar.
-Bom já tem tudo o que precisa, agora suma daqui e só volte quando tiver falhado.
Então Daniel, as almas implorando por ajuda, a lava, tudo começou  a se distorcer e desaparecer, e Edgar voltou à escuridão.

ai o que acharam?
comente se estão gostando.

Até a Próxima! :)

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