- Bom,
acho que vou dar uma volta por e ver se encontro alguém.
- Poderias
ir para o vosso galpão e tentar terminar vosso plano.
- Cara
eu já disse que não tenho ideia de que plano você tá falando e nem quero saber
e se você estiver aqui quando eu voltar eu vou ter o prazer de te socar até te
matar de novo!
- Mas
meu amo, o que vais fazer? Seu tempo está se esvaindo; já se passou um dia e
meio e não chegastes nem perto do final do vosso plano.
- Tenho
um mês para fazer a MINHA missão, mas se você ficar me enchendo o saco não vou
terminar nunca. -Então Edgar começa a andar em direção ao bairro, deixando
Logan para trás.
***
O
bairro não era muito grande, havia poucas ruas com só metade dos terrenos
ocupados por casas; uma escola e um hospital. As casas pareciam terem sido
pintadas recentemente, mas não havia ninguém em lugar nenhum mesmo com aquele
que parecia ser um dia bem ensolarado e com uma praia enorme.
Decide
então voltar para a praia e tentar pedir para o motorista leva-lo de volta ao
centro. Mas ao chegar à praia, o carro já não estava mais lá, nem Logan.
Edgar
começou a pensar que talvez não conseguisse voltar ao centro tão cedo, muito
menos terminar sua missão, quando percebeu que não estava sozinho na praia.
- Hey!
Onde está todo mundo? – Pergunta Edgar para a garota de cabelos longos, lisos e
escuros; pele clara, olhos castanho mel e um biquíni vermelho.
- Bom
dia pra você também. - Responde a menina - Você acabou de chegar né? Então seja
bem-vindo a Praia do Norte, a melhor praia da cidade. - diz a garota toda
animada
- Isso
aqui tá meio parado pra ser a melhor praia... – Edgar olha a praia vazia.
- E
que com os boatos que andam por ai, todo mundo tem medo de todo mundo.
- Que
boatos? Acho que eles não foram tão longe.
- Provável
mesmo, eu também me esconderia se acreditasse ou se pelo menos estivesse viva
ou iria embora.
- Mas
o que é tão assustador a ponto de assustar até fantasmas?
- bom,
já que você quer saber vamos começar pelo começo.
“Dizem
que antigamente, os vivos enxiam a praia durante o dia, enquanto as almas, à
noite, sem medo de serem vistos.
Até
que um dia, uma jovem fantasma, fez contato com um jovem vivo.”
-Mas
e dai? Ele ficou com medo e sair correndo que nem esse adolescentes frangotes
quando veem alguma coisa que parece assombração...
-Quem
dera fosse só isso.
“eles
começaram a conversar e essa conversa durou a noite inteira. Marcaram de se
encontrar alguns dias depois, e no outro dia, se vendo cada vez mais; até que
um dia, que tanto forçar a vista para conseguir vê-la, o vivo começou a
enxergar todos os fantasmas que andavam pelo bairro.”
- Dá
pra chegar na parte que todo mundo se caga de medo?
- Okay,
okay.
“Ele
começou a falar com outros fantasmas, procurando até alguns parentes que sentia
saudade. Mas não demorou muito, e outros vivos começaram a perceber que ele
falava sozinho.
Ele
tentou contar, mas ninguém o ouviu.
Alguns
dias se passaram e ele continuou falando com as almas, até que seu vizinho se
cansaram se vê-lo assim e chamaram um exorcista, achando que ele na verdade
estava possuído. Ele foi levado para outra cidade para tentar ser exorcizado,
mas dizem, que na tentativa de exorcizá-lo, acabaram mandando a jovem fantasma
para o inferno.”
-Agora
as almas se escondem o maior tempo possível, pois acham que se forem vistas,
correm o risco de irem para o inferno...
-Enquanto
os vivos se escondem com medo de serem possuídos. – Completa Edgar.
-Muitos
dos vivos e dos mortos deixaram o bairro ou a cidade. Os vivos que ainda estão
vivendo pelo bairro, raramente saem de casa, tentando se proteger com sal; açúcar;
alho; até com estacas de madeira.
- Eles
pensam que somos vampiros ou o que?
- Sei
lá cara - Ela balança os ombros. –Eles estão com tanto medo que não estão
raciocinando direito.
- Mas
pra que tanto medo? Que coisa mais inútil! – Edgar começa a se irritar
- Infelizmente
não há nada que a gente possa fazer além de observar e esperar tudo isso
passar.
- A
gente podia sair por ai assustando alguns vivo idiotas... - Edgar lança seu
olhar malicioso para a garota.
- Parece
tentador – Diz ela - Mas prefiro ficar aqui na praia.
- E
os fantasmas onde estão se escondendo?
- Na
escola e outros lugares abandonados a um certo tempo.
- Tudo
isso por causa do um boato idiota? Como as pessoas por aqui são idiotas! -Diz
Edgar irritado.
- Cara,
aqui vivem as pessoas e almas mais religiosas da cidade. Alguns fantasmas pesam
como nós, mas são muito poucos e preferem a noite.
- Você
sabe se um Dante, um Adam, uma Alice ou uma Stefany estão por aqui?
- bom
não conheço nenhum cara com esses nomes ou uma Alice, mas conheço uma Stefany.
- você
sabe onde ela está? – Edgar começa a ficar animado, pensando que finalmente sua
missão começava a ir para frente.
- Sim.
Prazer eu sou Stefany, o que você quer comigo?
- Isso
vai parecer estranho, mas eu recebi uma missão do capeta, que prefere ser
chamado de Lúcio, mas eu prefiro Daniel, de ter ajuda r a ir para o céu; além,
sei lá o que.
- Cara
você tá bem? Você tomou algo que o Greg te ofereceu?
- Não!
Nem conheço esse cara.
- Se
você é o cara que vai me mandar para o além, posso pelo menos saber como você
vai fazer isso?
- Bom,
pra falar a verdade eu ainda não pensei muito nisso, não achei que ia encontrar
dessa lista.
- Sendo
assim eu vou indo.
- Stefany
começa a andar, mas Edgar a interrompe pegando em seu braço.
- Eu
não costumo fazer isso, mas, por favor, me ajuda. Á dois dias eu estava vivo
dirigindo meu carro depois das aulas da facul. Eu ainda não digeri essa
historia de morte, fantasma e todo o resto.
- Perai,
você se lembra de todas as coisas que fazia quando era vivo? – Pergunta Stefany
assustada.
- Claro,
por quê?
- Um
fantasma só se lembra de seu passado quando esta pronto para ir para o além oi
quando não conseguiu mudar suas atitudes e é sentenciado a sofrer eternamente
no inferno.
- E
isso prova que eu estou falando a verdade?
- Talvez...
-Stefany para e começa a pensar no que dizer como se estivesse escondendo algo.
–Mas mesmo assim você não sabe como me tirar daqui.
- Mas
você pode me ajudar, assim nós dois vamos para o além sem ter que esperar tanto
tempo.
- SE
eu soubesse um jeito, já teria ido há muito tempo.
- Mas
você não conhece ninguém que talvez saiba um jeito?
- talvez
o Greg conheça algo que ajude, mas aquele drogado não é muito confiável.
-Como
ele consegue se drogar?
- Quase
tudo que existe no mundo dos vivos existe para os mortos, tipo aquelas teorias
de que os corpos dos vivos são copias da gente em algum lugar muito além.
-
Talvez estar morto não seja tão ruim... – Diz Edgar pensando na boa vida que
poderia ter. –Você sabe onde ele esta?
-
Ele foi para o Centro já que a movimentação estava ruim.
-
VOCÊ TÁ DE BRINCADEIRA?!?! – Grita Edgar – Eu acabei de chegar de lá. Que merda!
Onde você esta indo? – Pergunta Edgar ao perceber que Stefany não esta ao seu
lado.
-Estou
indo te levar até o Greg – diz ela olhando para trás – você nunca vai achá-lo
sozinho.
-
Sendo assim precisamos encontrar “meu” motorista e o carro, não to a fim de
andar por tanto tempo.
-
Você tem um carro? Achei que eles tinham desaparecido de vez.
-
Como assim...? Há deixa pra lá. Informação demais pra um dia.
-
E onde está esse seu carro senhor Edgar?
-
Acho que ele voltou para o galpão, só não sei onde ele fica.
-
Será que é aquele ali? –Diz Stefany apontando para um galpão no final da rua
mais próxima.
-
Acho que sim, vamos.
***
Enquanto
andavam em direção ao galpão, Stefany lhe contou algumas coisas sobre Greg e
lhe alertou sobre suas historias, que faziam as pessoas comprarem seus
produtos.
-
Ele deve ter lucrado muito vendendo poções de invisibilidade contra olhares dos
vivos.
-
O pessoal por aqui não acredita nele a muito tempo.
-
nem você pelo visto.
-
Ele me vendeu uma poção que me deixou roxa durante vários dias, nunca mais
confiei nele. - Stefany se lembra destes dias com tanta raiva que podia ver seus
olhos arderem como fogo.
-
Bom temos que tentar. Se não adiantar a gente bate nele até ele morrer de novo.
Os
dois continuaram andando e inventando varias coisa sobre Greg até chegarem ao
galpão.
***
-
Bom acabamos demorando mais do que eu esperava, mas de boa. – Edgar bate no
vidro do carro e espera o motorista abrir a janela – Você pode vela a gente
para o centro?
-
Claro Senhor Banks. – Diz o motorista sem olhar para o lado.
-
Como assim você é um Banks? – pergunta Stefany.
-
O que que tem? Edgar pergunta sem entender o espanto de Stefany.
-
Nada de mais, só o fato de você fazer parte da família mais rica do Estado
atualmente.
-
Nossa achei que era algo mais importante... E é melhor a gente ir antes do Logan
aparece e cole em mim de novo. – Edgar da uma olhada nos dois lados da rua para
ter certeza de que Logan não está ali.
-
Quem é Logan? – Pergunta Stefany enquanto entra no carro.
-
Um moleque retardado que acha que é meu servo.
-
Eu não acho eu sei! – diz Logan parado atrás de Edgar, fazendo-o pular de susto
– Prazer senhorita Stefany me chamo Logan como meu amo acaba de anunciar.
-
Prazer Logan. – Stefany fala tentado conter o riso enquanto troca o olhar entra
Edgar, que parece furioso com Logan pelo susto; e Logan.
-
Não vais convidar vossa convidada para entrar amo? – Logan se aproxima de Edgar
e tenta cochichar em seu ouvido, falhando por causa da diferença de tamanho,
mas mesmo assim fala de preocupação – Como pretendes terminar vossa missão sem
seus pertences?
-Depois
que alguém morre essa pessoa não tem mais pertence algum. -
Diz
Stefany antes que Edgar explodisse de tanta raiva e o chama para entrar no carro.
Então
Edgar dá um sinal para o motorista que dá a partida e o carro começa a andar
deixando Logan para trás.
Eai o que acharam???
qualquer erro ortográfico me avisem por favor
prometo postar mais vezes se você me ajudarem com a divulgação do blog (não sou muito bom com publicidade).
não posso esquecer de agradecer as minha grandes amigas Sara e Sabrina, que me ajudaram com alguma mudanças e duvidas na ortografia.
e pretendo fazer um post amanhã sobre filmes e voltar apostar com mais frequência
mas acho que não vou conseguir sozinho, então, alguém quer me ajudar???
comente, comentem e comente
vejo vocês amanhã.
Até a Proxima! o/